De volta a elite — Anapolina

 
 

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07/08/17 - 13h32 - Atualizado em 09/08/17 - 13h40

De volta à elite

Anapolina conquista o acesso para o Goianão em 2018

 

De volta à elite
Nonato comemora seu 11˚ gol na competição
Desde o início do campeonato todos sabiam que uma equipe tinha a obrigação de conseguir o acesso ao campeonato goiano de 2018, a Anapolina viveu todos esses meses de disputas acirradas com esse peso de ser o favorito, de estar em um lugar a qual não pertencia. Esse peso foi retirado das costas neste domingo com o empate no Jonas Duarte contra a equipe do Trindade e para não contradizer o dito popular, não foi nada fácil para a Rubra.
Toda competição tem suas peculiaridades, na divisão de acesso todos os jogos são complicados, difíceis e decisivos, um tropeço pode mudar os rumos da equipe dentro e fora dos gramados. Quando une essas peculiaridades e um time de tradição que não deveria estar ali, parece que tudo fica exponencialmente mais adverso. Todas as equipes deste campeonato tiveram seus altos e baixos, mas contra a Anapolina, dentro e fora de casa, todos os adversários jogaram muito além do que a tabela mostrava, todos queriam vencer o time teoricamente mais forte. Do primeiro até este jogo o qual decidiu a volta da Anapolina à primeira divisão, todos foram complicados, mas a Rubra e seu elenco mantiveram-se firmes no objetivo e foram exitosos quando o arbitro apitou o término da partida deste domingo.
Com a vantagem de resultados iguais e decidindo em casa, a Rubra tinha muita possibilidade de conquistar a vaga. Estádio Jonas Duarte cheio, jogadores motivados e torcida ainda mais empolgada para apoiar os comandados de Éverton Goiano. Com tudo isso à seu favor, a Anapolina foi pressionar seu adversário, na saída de bola, não dando espaço para que a boa equipe adversária tivesse a posse de bola e evitasse a sua maior virtude: a velocidade. Antes dos 25 minutos de jogo, o atacante Nonato já havia exigido do goleiro trindadense uma excelente defesa em uma certeira cabeçada no canto direito inferior da meta e em outro cabeceio, sem marcação, a bola acabou passando perto do gol.
Parecia que o destino estava dando sinais de como a Anapolina poderia conquistar seus objetivos e o caminho era a cabeça do artilheiro da competição que, aos 30 minutos, após lindo cruzamento do meia Elias, antecipou-se ao seu marcador e em um movimento espetacular conseguiu cabecear para o fundo das redes, levando os mais de 4 mil torcedores à loucura no Jonas Duarte. Com o placar à seu favor, parecia que nada poderia tirar a vaga da Rubra na elite do goianão ano que vem, porém lembrem-se do dito popular: "Para a Rubra nunca é fácil"
Em um lance casual, numa dividida de bola dentro da área, o meia Elias acabou se lesionando e teve que sair com um grande inchaço no pé esquerdo dando lugar ao jovem meio campo Guto. Apesar da saída do experiente jogador, nada parecia conspirar para prejudicar a Anapolina, porém, logo após esta substituição forçada, o lateral direito Lucas Mendes acabou sendo expulso de campo após receber o segundo cartão amarelo, deixando o time com um jogador a menos, sacrificando o jogador que havia acabado de entrar a ter funções mais de marcação que possibilidades ofensivas assim como o resto da equipe. Com 10 jogadores em campo a ordem agora era segurar o resultado obrigava o adversário a lutar pela vitória, o treinador Éverton Goiano fechou duas linhas de quatro jogadores e deixou apenas o atacante Nonato no comando de ataque. O time foi bastante pressionado, mas a marcação bem ajustada e forte não deu chances de gol ao time do Trindade que foi para o intervalo ainda com o peso de se expor e tentar fazer dois gols em apenas 45 minutos.
Como não poderia ser diferente, na segunda etapa o time da Cidade Santa partiu para cima, explorando a velocidade dos seus atacantes, tentando criar espaços na intransponível linha defensiva colorada. Aos 15 minutos da segunda etapa o Trindade tirou o volante Renato e colocou mais um jogador ofensivo, Robertinho, entretanto poucos minutos depois, o mesmo acabou sendo expulso depois de agredir o atacante colorado Dan, igualando o número de jogadores para os dois lados.
O alívio no estádio foi geral com a expulsão do jogador do Trindade, parecia novamente que a Rubra estava novamente com as rédeas do jogo nas mãos e tudo seria mais fácil para a Xata, mas como em um filme com sucessão de acontecimentos ruins para o protagonista, aos 25 minutos, em um lance isolado, o meia Peninha chutou de longe e acertou o canto do goleiro Clériston igualando o placar. Toda a tensão que havia sumido voltava para calar o estádio, com mais de 20 minutos de partida e necessitando apenas de um gol para conquistar a vaga, o Trindade novamente foi para cima e pressionou, buscou formas de mudar os rumos da sua história.
A cada lance de perigo do adversário, o torcedor da Rubra sentia que o sonho poderia virar um pesadelo, chegando a relembrar o acesso de 2013 que, com a mesma vantagem, a Rubra permitiu a virada do Santa Helena e só ficou aliviado com o gol salvador do zagueiro Tales aos 43 minutos da segunda etapa. Tudo isso se repetia na mente do torcedor, deixando o clima pesado no campo, não havia espaco para erros para a defesa e no ataque, o time nas boas chances que conseguia em lances velozes com o atacante Dan perdia gols incríveis, chances reais de liquidar a partida. No melhor lance, em uma roubada de bola, Dan saiu sem marcação, avançou para cima do goleiro, ao invés de fazer o seu gol, ele fez o passe para Nonato, que o acompanhava no lance, mas a bola não chegou boa para a finalização e perdeu-se assim um gol feito no Jonas.
Mais e mais mazelas aconteciam para confirmar a maldita frase popular, gols perdidos, chances disperdiçadas, lances perigosos do ataque adversário, tudo conspirava para que a Rubra tivesse mais que uma tarde difícil, talvez mais um ano complicado, entretanto todo mal tem seu fim e este término chegou com o apito do árbitro encerrando o jogo aos 50 minutos, dando início à festa colorada. Era o fim de mais um capítulo deste filme de terror chamado divisão de acesso, o qual não queremos assistir nunca mais assim como a velha máxima dos torcedores da Rubra que para o futuro mudemos para um novo dito popular " A Rubra constrói seu próprio sucesso".

 

 

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